Pabllo Vittar na Sony Music é uma representatividade escancarada para quem defende a ideologia da exclusão - Pop Brasil

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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Pabllo Vittar na Sony Music é uma representatividade escancarada para quem defende a ideologia da exclusão

Foto: Divulgação 

Pabllo Vittar tornou-se um fenômeno. E como todo fenômeno divide opinião,  sua voz agrada uns e desagrada outros. Mas, a questão que trago é  outra: O contrato com a Sony Music. Você pode até argumentar - "Qualquer pessoa que faz sucesso, ganha contrato". Porém,  isso acontece até a página 1, a 2 são de algumas exceções como Pabllo Vittar (Uma Drag) - figura LGBT tachada por muitos da sociedade como 'Seres Bizarros' , chegou tão longe e vem derrubando muros.

Suas canções ganharam espaço nas rádios , sua imagem e voz despertaram o interesse tanto das gravadoras quanto do público. Uma artista abraçada em um mercado , que por muitos anos se mostrou fechado e distante para uma drag que antes da make, da peruca... Já possuía sonhos. A parceria de Pabllo Vittar com a Sony vai além de uma folha de papel, é uma representatividade firmada, reafirmada e escancarada pra uma sociedade de que talento, sonhos, por mais que sejam massacrados com ideologias de exclusão - São tão importantes e/ou mais plausíveis que o dos 'julgadores perfeitos'. "É um lixo / O que ele canta não tem qualidade / Letras descartáveis", bradam os mais duros, através das redes sociais. Nem vou entrar no mérito ou demérito das letras de suas obras , não é o foco.

Mas, se tem uma coisa que ninguém jamais irá tirar ou rasurar é o êxito do seu trabalho e da barreira quebrada ao assinar contrato com uma grande gravadora. Já imaginou quantas drags deram suspiros e recarregaram suas forças quando se depararam com tal notícia!?. Será que alguém parou pra pensar o quanto  aqueles que são rotulados como 'diferentes', sentiram-se motivados com essa conquista!?. Talvez,  você nem tenha parado pra refletir , afinal é mais fácil frustrar-se com a vitória do outro do que encorajá-lo a seguir adiante e reconhecer seus acertos.
Gostar, ou não, é direito de todos. Mas é inegável o feito no cenário nacional, propagação e aceitação da obra de uma artista drag.


POP Brasil
David Dukki