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sexta-feira, 28 de julho de 2017

"Boquetáxi" de Lia Clark é mais um exemplo de como o "Chulo e Banal" andam de mãos dadas na era das visualizações

Foto: Divulgação 

Nada de moral e bons costumes,  puritanismo e afins, a questão é outra: Música.  Se bem que nesse caso "Boquetáxi" de Lia Clark jamais deve ser encarada como tal. É incrivel como a "era views" tem nos proporcionado tanta coisa ruim, independente de quem quer que seja,  e/ou do estilo musical.

Infelizmente algumas pessoas que se denominam "artistas" ou tentam vender algo como arte, pecam na hora de expor sua musicalidade . Lia Clark, não é e nunca será exceção no cenário nacional em geral, exemplos não faltam. Vale destacar que suas lutas pessoais, suas causas, não estão como alvo , seria desonesto misturar suas dores de vida com o seu mais recente trabalho. O que coloco em pauta é a ousadia de levar para o público um produto tão chulo. Qual a mensagem que a 'artista' quis passar? Qual a intenção? . Não me digam que é entretenimento , pois não  é. E se esse é o caminho artístico escolhido -  É o espelho de como o "irrelevante  e descartável"  estarão presentes em seus futuros trabalhos. Lamentável,  pois o tema escolhido para a 'canção',  não precisaria receber ênfase de uma forma tão banal. 

Alguns argumentarão: "Tá em alta no YouTube , bombando em views e blá blá blá ". Porém,  nem tudo que recebe milhões de visualizações é digno de merecimento, apresenta algo significante  e possui qualidade. "Boquetáxi" poderia ser de qualquer produto do funk, sertanejo... A visão seria a mesma: É de péssimo gosto!.

No mais, é decepcionante como  uma 'artista' que vem começando a ganhar relevância especialmente com o público LGBT, apresentar uma "obra" que anula qualquer qualidade que possa existir em seus trabalhos. Afirmo: Não é errado usar o contexto sexual  e qualquer outro tema que tenha essa conotação (Muita gente já fez isso e de forma mais sutil e refinada). Mas é preciso saber fazer e expor aquilo que você julga como sua ou a realidade de um determinado público, pra que não caia no 'ridículo  e desnecessário'.


POP Brasil
David Dukki