Festas tradicionais têm perdido o encanto por causa das 'cifras' - Pop Brasil

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terça-feira, 27 de junho de 2017

Festas tradicionais têm perdido o encanto por causa das 'cifras'

Foto: Reprodução 

O valor á cultura em nosso país sempre vira alvo de discussão, principalmente quando ele é colocado em cheque em festas mais tradicionais e regionais, como por exemplo: os festejos juninos.
Nesse período as regiões Norte e Nordeste se tornam o foco dos grandes empresários, mesmo quando há empecilhos (como as recentes enchentes no Nordeste , que deixou milhares de desabrigados ), o dinheiro escoa pelo ralo.
E quais são os argumentos da maioria das prefeituras? 'Iniciativa privada paga a maior parte'. Porém, infelizmente a mesma grande iniciativa dos setores privados e públicos , nem sempre acontece quando a necessidade pede (saúde,  educação e em situações urgentes como as enchentes). E por que não acontece? Por que capitalismo sem retorno financeiro, não seria capitalismo.
Se falta de um lado, jorra do outro.

E por falar no verbo 'faltar', falta fiscalização rígida sobre eventos culturais - musicais? Sim. Falta transparência  que possibilite a população de acompanhá-los e que não deixem nenhuma dúvida para irregularidades ? Sim. E antes que citem o tal 'Portal da Transparência', esse funciona até a  página 2. 

Outro fator que chama a atenção é a disparidade de valores entre artistas locais e nacionais. Um tem como argumento : Traz patrocínio, é conhecido nacionalmente. O outro: É artista local, não tem tanta relevância. Enquanto um embolsa entre R$ 300 e 600 mil. O outro tem que se contentar com cachês variando entre R$200 e 1.000 mil. É com esse tipo de parâmetro que percebemos claramente o quanto o investimento no que diz respeito  à cultura e entretenimento é  injusto e corrosivo. Talvez, isso explique o motivo do tradicionalismo em alguns segmentos, ter perdido o encanto e o seu canto - tudo isso em função do poder e das inúmeras cifras. Detalhe: Cifras que muitas vezes, desfalcam os cofres públicos. No mais, no momento  caótico do nosso país e das recentes perdas do Nordeste, chega a ser cômico pra não dizer trágico - a forma rápida que o dinheiro surge e como são tratadas as prioridades pelos gestores públicos. Há diversão mas também há uma enorme inversão de valor.

POP Brasil
David Dukki