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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

COLUNA: Reposicionar a marca Biel no mercado será difícil, mas não impossível

Foto: Reprodução


No começo de junho, Biel deu início a desconstrução de sua imagem junto ao mercado e público, porém, o caminho seguido foi o oposto. O funkeiro jogou fora a imagem de príncipe teen e deu lugar ao moleque irresponsável e de comportamento vergonhoso para o público jovem. A acusação de assédio foi o 'Start' de uma história que teve sequências de erros e declarações polêmicas.

Com a imagem desgastada, shows passaram a ser cancelados, participações na TV foram deixadas de lado, famosos e anônimos se revoltaram contra o funkeiro. Mas, será possível recuperar uma imagem tão arranhada e reposicioná-la junto ao mercado e o público? É possível, será um caminho árduo. Uma vez o respeito é jogado fora, duas vezes a conduta do cidadão é colocada como alvo.

Reposicionamento de marca: Quando e por quê?
Mais do que se reposicionar, é preciso manter-se bem para não “cair” no conceito, tanto de quem contrata quanto de quem consome. Não é novidade para ninguém que um artista precisa manter uma excelente relação e um bom posicionamento com o mercado publicitário. Caso contrário, dificilmente um contratante vai querer aliar a imagem de seu produto a quem não é visto com apreço por seus consumidores. Normalmente, o reposicionamento de uma marca, acontece  quando o consumidor muda. Mas, quando o produto é quem muda ou apresenta defeito, o consumidor passa a ser o plano B, a fabricação do produto em questão é quem deve ser analisada. 

Reposicionar a marca  Biel não será fácil. Principalmente por ser um tipo de produto novo no mercado e sem grandes referências positivas. Quando uma empresa falha mas tem uma história com o público, as chances são bem maiores, pois há o que resgatar no passado glorioso daquela empresa que tanto o público aplaudiu e ajudou a construir. No caso do Biel, é complexo. O funkeiro tem uma carreira curta , não tem hits expressivos e o pior: É o típico produto em que o consumidor pode substituir na prateleira num piscar de olhos, ele se enquadra numa linha em que a cada 10 marcas, 10 oferecem o mesmo tipo de conteúdo. Biel terá que aprender a se reinventar como produto e como artista. Para isso acontecer é preciso uma equipe que apenas não lide com números mas que se atente nos defeitos gerados em sua fabricação e  já perceptíveis pelo público. É preciso uma equipe que entenda seu lado humano, que o coloque acima do lado comercial, que o faça entender que todo produto tem prazo de validade, mas a arte ela é eterna. 


POP Brasil
David Dukki