MÚSICA EM FOCO: Em EP, Joelma mostra que consegue fazer um som contemporâneo sem rasurar sua identidade musical - Pop Brasil

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quarta-feira, 30 de março de 2016

MÚSICA EM FOCO: Em EP, Joelma mostra que consegue fazer um som contemporâneo sem rasurar sua identidade musical

Foto: Divulgação


Esta semana, a coluna Música em Foco mergulha no universo do primeiro EP da cantora Joelma. Com quatro faixas, o álbum digital reafirma o regionalismo da cantora com uma pegada contemporânea, em uma sonoridade peculiar.

O EP mostra uma Joelma renovada, principalmente na sonoridade. Do arrocha ao Calipso em 'Não Teve Amor' ao eletrônico usado cuidadosamente e de forma discreta na canção 'Se Vira Aí', o álbum digital  traz essa mistura do regionalismo com um toque contemporâneo. Em 'Aí Coração'' destacam-se o agudo e a suavidade da voz de Joelma , suavidade que muitas vezes se apaga em canções dançantes. O refrão ganha força tanto pelo agudo muito bem explorado quanto pela letra fazendo jus a todo o enredo da canção. O brega sempre foi característico na discografia de Joelma e da extinta banda Calypso, em 'Ai Coração' não poderia ser diferente, a canção bebe dessa fonte. 

Na faixa inédita 'A Página Virou', a canção se mostra dançante e contagiante do inicio ao fim. A mistura empolgante do calipso nessa canção se sobressai  pela melodia, a letra desta faixa segue o padrão atual do mercado (clichê , repetitiva) , o foco dessa faixa é o entretenimento e a diversão. 'Se Vira Aí' é tão dançante quanto 'A Página Virou' porém, sai na frente quando  usamos como parâmetro: Melodia  e Letra. É perceptível a mistura de elementos  nessa faixa, o eletrônico por exemplo pode ser notado de forma discreta aos ouvidos mais atentos.

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'Não Teve Amor' é a faixa mais comercial do EP, talvez isso explique a escolha da canção como single oficial do álbum. Numa mistura de arrocha com o calipso, considero a música como o ponto alto do EP, tanto por sua qualidade principalmente dos arranjos quanto pelo apelo popular da canção.

No mais, o EP surge como um grito de liberdade da cantora e a prova de que Joelma consegue fazer um som atual sem rasurar sua identidade musical.

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Ricardo Souza / David Dukki