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segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

COLUNA: O lado humano para o 'público marrom', pouco interessa. No caso do fã, o caminho é bem mais complexo, entenda!


Coluna assinada por David Dukki / Questão de Opinião / Imagens: Reprodução /Internet


O lado humano e os holofotes, duas vias que se cruzam, em um caminho que tem como guia, o fã. Por exemplo: É complexo dizer  ‘Não’ para um fã, principalmente se esse tal ‘Não’ chega a mídia e de forma deturpada, porém, um artista tem que agir  de acordo com suas verdades e não  apenas em criar uma imagem 100% agradável  por questões de marketing.  Eles têm o direito de em determinado momento não querer  tirar uma foto, embora tal atitude seja um pouco contraditória com a carreira que eles escolheram. Pois da porta pra fora, a imagem que é vista é a do ‘artista’ , o lado humano, sem aquele mundo utópico desenhado pela mídia e idealizado pelos fãs, esse pouco interessa. Para o 'público marrom'  - assim me refiro a aqueles que consomem e são leitores natos da imprensa marrom, esse lado não acrescenta e a busca por ele, menos ainda.

E para os fãs? Como funciona receber um 'Não' do seu ídolo?
São dois lados de uma mesma moeda, o fã também tem que ser compreensivo , mas, sabemos que na prática , nem sempre é assim. E como todo e qualquer relacionamento, quando envolve amor, sentimento - o racional, pouco é usado. Embora, seja necessário, buscar sempre o equilíbrio de ambos. Uma relação sadia , de trocas, de partilha, ela só dura e só traz bons frutos quando há cumplicidade dos dois lados. Relacionamento de fã e ídolo, não é diferente.  

Venhamos e convenhamos,  ninguém vive  em um mar de rosas 24 horas por dia, alguns artistas são vítimas de uma sinceridade escassa na maioria dos artistas brasileiros, que se autointitulam  politicamente corretos, perfeitos. Quando um artista diz que está cansado, que não quer foto naquele momento, pois, não está legal, teve um dia complicado, ele não está agindo com desrespeito. Porém, dependendo de como o "não" chega para o grande público,  ele passa a ser réu por sua sinceridade. E tal sinceridade precisa ser analisada, para ser melhor compreendida. Muitas vezes o erro não está em dizer  ‘Não’, o erro está na forma com que o ídolo reage a situação, a forma com que o ‘Não’ é dito e a maneira que o fã faz a abordagem.
Existem casos, em que a verdade, o momento registrado são distorcidos através de uma legenda tendenciosa, com o foco de  depreciar, denegrir. Poucos compreendem que aquele que vive de arte jamais deve deixar seu lado humano  ser  ofuscado   pelos holofotes.


Posso viver de arte e mostrar minha arte sem deixar de viver minha vida? 
Não. A arte pra ser encarada e entendida como arte, é preciso deixar a alma limpa, distante de qualquer rabisco que esconda seus defeitos. É como um quadro pintado em linhas  e curvas, a imagem só passa a ter sentido porque as linhas se transformam em curvas e as curvas não te levam a lugar algum.  O pintor não faz questão de desenhar uma chegada, a intenção é mostrar e deixar notória as falhas de todo e qualquer  caminho ,expostas numa tela de tecido. Pra quem enxerga apenas o que lhe convém, sempre será difícil compreender tantas linhas e tantas curvas, mas, para aqueles que não se vestem de perfeição e nem tampouco visam a perfeição, esses compreendem as linhas e as curvas e criam mil imagens. 

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Claudia Leitte, Anitta, Joelma, Paula Fernandes, Luan Santana, Lucas Lucco e Ivete Sangalo são  exemplos de artistas que não fazem questão de esconder a arte daquilo que é humano, artistas que deixam os sentimentos fluírem da forma como tem que ser e não apenas estampados como frases em revistas. Alguns, são melhores compreendidos, outros, nem tanto. No mais, não é a tinta que faz a diferença e sim a alma do artista. Quem conhece de fato seus ídolos, não vai se deixar levar por uma legenda, por um vídeo editado, óbvio, que cada caso tem que ser analisado, mas, no fim , o amor de fã prevalece.

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David Dukki